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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rio - O Filme


Neste exato momento acabo de assistir o filme homônimo deste post. Confesso que foi uma bela animação. Engraçado, envolvente a ponto de arrancar belas risadas.

Um fato, porém, não me deixou feliz. Na verdade foi um fato ao qual estava preparado desde o dia em que assisti o trailler do filme pela primeira vez. O que esta bela longa metragem reflete em seu roteiro é o que a maioria das pessoas lá fora pensam de nós, os norte americanos principalmente: O Brasil é feito de grosso mato, favelas e muito samba. Nada mais. Apesar de um brasileiro ter dirigido o filme e outro ter dublado um dos personagens, a roteirista deu todo aquele charme da visão extrageira a ele.

Essa visão não é nem um pouco nova, tanto que Sylvester Stallone deixou bem claro quando disse: “Você pode explodir o país inteiro e eles vão dizer ‘obrigado, e aqui está um macaco para você levar de volta para casa’.” Macaco? De onde o cara tirou essa idéia? Eu nunca vi um macaco de perto em toda a minha vida. No maximo um mico, morto eletrocutado em um fio de eletricidade do poste em um brabo interior de Sergipe. Mas isso não vem ao caso. O problema na verdade não está neles, os extrangeiros. Nem está o problemas inteiramente em nós, os brasileiros. O problema está nas produtoras de filmes brasileira que quando vão exportar um filme só mostram aqueles que destacam favela e mato, como no caso de "Cidade de Deus", "Tropa de Elite" e "Tainá". Por que não dão destaque àqueles filmes mais comuns como "A Mulher Invisível" e "Muito Gelo Para Dois Dedos D'agua"? Aí nesta parte realmente o problema está lá fora, e a resposta é: Porque eles não se interessam. Daí eles apelam para as outras coisas qual já discutimos.

No final das contas, o pensamento que eles têm de nós - este qual passamos para eles - e junto ao preconceito deles contra a América Latina é um prato cheio para uma bela rotulação preconceituosa e generalista. Se um dia isso vai mudar? Só quando o Brasil entrar na lista dos países desenvolvidos ou virar potência mundial. Quando isso vai acontecer? Calculando o fato que os ricos ficam cada vez mais rico e os pobres cada vez mais pobre, a primeira opção com certeza não estarei vivo para ver acontecer, e a segunda, vai sonhando.

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