Pages

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O Diálogo de Si Mesmo - Parte II

− Bem senhor quatro, - dizia a alta voz do moderador central – gostaríamos de ouvi-lo. Por favor, comece.

− Obrigado. – Iniciou - Digo que estamos em uma prisão não só porque, com todo o respeito, estamos confinados no corpo do moderador central. Mas todos nós, que em conjunto formamos o moderador, e logo assim também ele e todas as outras pessoas compõem a grande prisão universal. Não me digam senhores que nunca sentiram uma sensação de compressão, onde sentiam necessidade de se “esticarem”, um estiramento além de se espreguiçar ou de fazer qualquer tipo de alongamento. Aquele sentimento de ir além e não poder, de pular e não subir, o sentimento de querer saber o que vai acontecer... mas não poder, ou de não ter feito algo acontecer por não ter tido forças suficientes.

− Porem, tais situações não são surpreendentes, − continuou – pois se estamos em uma prisão o que mais esperarmos além do pão de cada dia, um lugar para descansar e despejar os nauseantes fluidos do nosso corpo sem que eles nos incomodem posteriormente? A prisão nos força o contentamento e a suposta satisfação de viver bem quando compramos uma nova “cela”, com um perímetro maior, janelas de vidro à prova de fugas e com presos que nos sirvam. Mesmo que tenhamos tudo o que poucos têm, é inevitável, prezados senhores, que estamos e sempre estaremos em uma prisão.

− Senhor quatro. – intervém o senhor dois − O que seria, ou o que define então os limites desta “prisão”?

− Simplesmente no nosso caso são os limites da consciência do senhor ao qual habitamos, até onde ele pode enxergar e sentir, saber ou nos deixar ir. Já no caso do conjunto comunitário de nossa espécie, que formam os seres humanos, possuem limites não tão diferentes de nós em forma unitária. Essa linha demarcatória compõe-se das suas intenções, sabedoria e conhecimento. Além de limites impostos pela própria natureza compressora. O que é a vida para eles se não um objetivo mal posto entre fugir do cotidiano e esperar o fado proposto?

Com o termino da pronunciação do senhor quatro, o moderador central intervém:

− Obrigado senhor quatro, guardaremos as suas palavras. Seguindo a sequência, que se levante o senhor um.

O senhor um, todo empolgado, se levanta e inicia a sua pronunciação।

(continua...

2 comentários:

karoline disse...

oi leandro,gostei muito do seu trabalho,parabens!karoline v.n.santos p.s.:cuidado com os plagios, bjs.

Leandro disse...

Obrigado por ter gostado. Porém, não entendi a parte do "plágio". Garanto que este texto, como todo o resto do blog, surgiu em intermináveis noites de insônia na companhia dos chatos mosquitos que me picavam.