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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

S/T

Texto por Deiserrê Ramos

Você cresce. Não tem mais bochechas fofas, não é mais a queridinha da vovó, não é mais a princesinha da mamãe e até o pobre do bicho papão te abandona. Você perde os amigos imaginários, não vive mais cercada de pessoas querendo te mimar e fazer suas vontades. Você não pode mais simplesmente chorar pra não ir à escola, não pode mais morder os professores quando se irrita e nem ser mal educada e der desculpas de que é muito criança pra entender que certas palavras magoam. Ninguém te põe pra dormir contando as historinhas preferidas. Você perde todas as regalias e passa a ser responsável pelo que cativou. Você não brinca mais de boneca, você não têm mais elas pra destruir e pintar cabelos. Todos os seus lápis de cera e brinquedos sumiram e deram lugar a grandes e grossos livros! Você cresce você aprende, você erra você ganha.

 

 

Ah, o natal...




  Esta será uma nota rápida. Serei direto.
   
   Quantos hoje sabe que Jesus não nasceu no natal? Você é um destes que não sabe? Então surpreenda-se, pois conforme o que diz Lucas capítulo 2 Jesus nasceu em época de verão, que por acaso 25 de dezembro é verão no Brasil mas inverno onde Jesus nasceu(confirme isso no calendário Judaico. Imagem). Como pode ser tirada essa conclusão? Simples. Porque os pastores de ovelhas estavam ao ar livre, e no inverno eles não fariam isso. Na verdade o dia 25 de Dezembro era para os gregos o dia da adoração ao deus sol, o dia do sol invicto. Assim, Cosntantino, o fundador da igreja católica, que nem mesmo seguia os seus dogmas e virou cristão só depois à sua morte, converteu essa festa pagã em uma festa cristã. Não me surpreende neste dia ver mais pessoas se lembrarem mais de Noel que Jesus.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O Que é Arte?

 
O Que é Arte?

Foi essa a questão levantada no filme "O sorriso de Monalisa"(Mona Lisa Smile).  E até certo tempo, antes mesmo de assistir o filme, fazia esta pergunta a mim mesmo. Só que o problema é que poucos valorizam as artes plásticas, então se você não gosta muito de arte talvez seja um pouco difícil para ler este artigo, mas pode tornar-se mais fácil se nós enxergarmos a arte com outros olhos, tudo bem?

   Até a época em que o filme é retratado, arte eram apenas coisas "bonitas", como as obras de Michelangelo e Leonardo Da Vinci. Tudo bem que eles tinham um enorme talento, e que só encara a arte abstrata as pessoas que não são bem sucedidas no realismo. Mas se pergunte, realmente se pergunte e responda: O que é arte para mim? Bem, eu fiz essa pergunta a meu irmão e ele disse que todo trabalho é uma arte. Já que você já deu a sua opinião, e meu irmão a dele, eu darei a minha. Arte, para mim, é a expressão de sentimentos por meio de alguma obra, e que essa obra não poderia ser realizada igualmente por mais ninguém além daquele que a criou, e esta mesma não poderia ser reproduzida, pois arte é única. Por isso, ao meu ponto de vista, qualquer tipo de trabalhador não poderia ser considerado um artista. 

  Voltando ao filme, teve uma parte que notei que é realmente semelhante a vida real. Para quem o assistiu pode lembrar-se da parte em que a aluna, Betty Warren (Kirsten Dunst ), fala que a pintura que está no slide (Carcaça) não é arte; e sintetizando, ela diz que para ser arteprecisa a "pessoa certa" dizer que é. Ela se deixava ser controlada, precisava alguém com muita influencia na sociedade para dizer o que ela devia pensar.

Então fica aí para que pensemos: Continuaremos deixando o Brasil ser o país da Burrologia Avançada? A única maneira de crescermos é nos educando, no sentido da escolaridade e também em sentido artístico, pois a arte é sublime e poderosa fazendo com que vejamos mais, mesmo olhando tão pouco.


         

                                                                                                                                                                                                                                                                         

 

Pintura realizada por Cléber Tintiliano, 2006 (esquerda)

                                             Carcaça, de chaim Soutine, 1925 (direita)