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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Querido papai Noel...


Passou o natal, e tudo que por alguns era esperado fluiu como em um instante. Mesmo assim as lembranças ficam, e em especial, mesmo não tendo o costume de comemorar o natal, tenho comigo uma que sempre lembrarei.
Uma semana antes do dia 25 de dezembro, estava fazendo o hereditário ritual familiar de capinar as ervas daninha em frente da minha casa. Vi um envelope entre a grama, e servindo como lacre um adesivo de um menino resfriado escrito: “cold”. Eu sempre fui, de certa forma, controlado pela minha curiosidade. Tentei me conter, mas não deu. Olhei para um lado, olhei para o outro, e não vendo ninguém, pus a me abaixar e pegar aquele envelope sujo. Entrei em casa, e depois de tomar um banho para tirar a caatinga, abri o envelope que haviam escrito com a uma letra recém alfabetizada:
“Papai Noel
“Esse ano eu quero ganhar um Max Steel básico, quero uma coisa que alegre a minha família e quero que minha mãe ganhe um dinheiro melhor.”

(coração desenhado)
“Feliz Natal!
“Ass: C**o A****r”

Bem, o que me chamou a atenção não foram as intenções materiais do garoto, até porque isso hoje está sendo apresentado como normal e essencial às novas gerações. Mas vi essa carta com um olhar de pedagogo e notei como hoje as famílias necessitam de alegria, principalmente por parte dos pais. Não digo de alegria vinda de festas e passeios, mas me refiro a atividades particulares juntas e por para “escanteio” as reclamações da vida, principalmente na frente dos filhos. É incrível como vejo em alguns lares, os pais, principalmente as mães, toda a vez que geram uma conversa tem que ser em orbita de coisas que os chatearam ou que viram de mau em alguém.
Se você for uma pai, uma mãe, ou pretende algum dia ser, lembre-se: Ser um pai ou uma mãe não é apenas suprir as necessidades fisiológicas dos filhos, mas é cumprir com obrigações que envolve a manutenção psicológica do filho, sempre visando não irritá-los. Será um tanto mais fácil se você lembrar que um dia teve 8 anos e também já foi adolescente, e ver como você gostava de ser tratado, ou como não gostava. Se os filhos precisassem apenas de sustento financeiro e comida na mesa eles não chamariam os seus progenitores de pais, chamariam de patrão.

2 comentários:

Aline disse...

Esse menino da cartinha é meu filho,rsrsrs,gostei da sua postagem ,parabéns pelo texto.

Leandro de Assis disse...

Olá Aline. Pois então, seu filho tem um bom coração. Não pensou só nele ao fazer o pedido. Ele te ama muito. Só me pergunto como aquela carta foi parar na porta da minha casa, visto que a sua é tão longe da minha, rsrsrsrs. Ha misterios que nunca serão revelados.