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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Soneto

De que a beleza importa
Se sabedoria anda em falta?
Nada então se completaria
Tendo como fado morte d'alma.

Por isso, realmente não vejo rosto
Nem teus olhos ou tuas pernas,
Mas o que a mim é imposto
Sempre na sabedoria que é eterna

Tudo que vejo ignoro
Tiro prova do que é fútil, ignóbil,
Arranco do peito o mal que deploro.

Você é bela, e bem sabes.
Mas veja que o real importante
Reside no mais complexo dos amantes.
(Leandro Campos)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Silvio e Maísa

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Nota Rápida

  

 Já notaram que sempre quando alguém ganha na loteria logo aparece morto antes mesmo de desfrutar o premio? Bem, eu não vi todos os casos que ocorreram ganhadores, mas pelo visto na maioria dos casos é isso que acontece. Será isso coincidência? Pouco provável.

Um bom dia para você, e pense nisso...

Leandro Campos

sábado, 15 de novembro de 2008

Sonhos

Outra poesia encontrada entre as aranhas e baratas do tempo:

Já sonhei com uma vida justa,

Sem iniqüidade, sem indolência,

Sem precocidade.

Mas é um sonho.

 

Sonhos não mudam o mundo.

Sonhos não dizem o futuro.

Sonhos não viram realidade.

 

Mesmo assim, nocivamente sonho.

Apenas para estragar a minha vida.

Desligo-me da realidade

Esquecendo de tudo.

 

Mas como sempre,

Volto a mim.

A utopia se desvanece,

E vejo então que tudo está pior que antes.

 

A realidade um dia acabará, eu sei.

Mas por enquanto vivo nela,

E guardo a minha vida de sonho

Que ficará criando poeira até eu ressuscitar.

                                                                                             (leandro campos)

 

Frases memoráveis 2

"Não somos o que somos, apenas o que achamos que não somos."

"Para consolar alguém não devemos tentar demonstrar que a entendemos. Mas sim, fundir-se a ela,  tornar-se uno, sugando todas as enfermidades para si próprio."

"Morrerei, sim sei. Mas me conformo de saber que décadas após a minha morte haverá no mínimo um único mísero reconhecimento de meu ínfimo nome."

"Eles querem o que não posso dar. Esperam coisas as quais não posso oferecer. E apesar de tudo, sugam o que não tenho."
 
 (Leandro Campos)

Poesia da Desilusão

Ai, esse mundo, esse mundo.

De pessoas ignorantes,

Sem valor a vida,

Sem prazer

Sem vontade

Que conta seus amigos sem amizade.

 (Leandro Campos)

Ai, esse mundo, esse mundo.

De morte, tristeza e inveja.

Pessoas sem enxergar fingem,

Não apenas o que querem ver,

Mas também o que querem fazer.

 

Esse mundo, esse mundo.

Sem vida e moribundo

Como andarilho anda

Com fome e com frio,

E apenas clama:

“Matem-me”

Lembranças

Lembranças. Parecem até que não são para guardar, servem para se lembrar e logo esquecer. Elas vêm e vão, não avisam quando chegam e fogem sem se lembrar. Há aquelas inoportunas, que muito menos valem a pena chamar. Existem as boas que vão e vem sem se importar.

Mas também existem aquelas que não vêm, pois nunca se foram. E ficam, permanecem para atormentar, na consciência viram um verme parasita. Apodrecem o corpo, reviram a mente, adormecem o puro.

As lembranças... Algumas tão frias e passageiras, como a neve do inverno quando chega o verão. Na morte para nada servem, esquecidas viram uma amarga ilusão que por outros são lembradas, e logo esquecerão 

(Leandro Campos)

Frases Memoráveis

 Vasculhando alguns papéis antigos encontrei textos que pensava ter perdido. Entre estes encontram-se algumas frases que criei e estarei postando aos poucos. As frases a baixo fazem parte das antigas que encontrei. 

“A ilusão é a força da paixão e a paixão é combustível para o coração, logo somos movidos por ilusão.”

“Diferente é ser igual, todos querem ser diferentes, mas poucos querem ser iguais.”

“O ator tem que ser tudo e nada ao mesmo tempo.”

“A ignorância do ignorante é achar que todos são ignorantes. “

“Você é aquilo que escreve.”

“A humildade genializa  o  homem.”


(Leandro Campos)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Notícia de Última

Temos como expectativas o ingresso de novos escritores para o blog. Já foi feito o convite para a contribuinte do texto passado, e será feito o convite para o contribuinte com o texto Filosofia - com Carlos Alberto. Assim, rezem para que estes sejam aceitos e postos em prática para que a sua leitura de fim-de-semana seja muito mais deliciosa. Um grande chumaço de beijo no coração, e até mais ver.
(Leandro Campos, redator chefe.)

Diálogo Sobre o Futuro do Planeta


Artigo contribuído. De Deiserrê Ramos
contato, deise_linda@hotmail.com . Ela nem sabe que estou
pondo o e-mail dela. Meu Deus, o que será de mim quando ela ver isso!
Um texto produzido por uma querida colega, Deiserrê - acho que é assim que escreve - ao qual achei interessantíssimo, e por isso seria, para mim, sacrilégio a não publicação de tão prestimosa "crítica ambiental". É muito parecido com o texto Todo o Mundo e Ninguém ,de Gil Vicente. Deleitem-se com a breve leitura.
Efeito:
- Só sou efeito por sua causa, sua estufa...
Estufa:
- Se o seu efeito fosse só por minha causa... Mas você está esquecendo também do calor causado pelos poluentes, pelas industrias e outras chaminés...
Efeito:
- Então, a responsabilidade pelo calor aumentar na terra não é só sua não, bonitinha?!
Estufa:
(De surdina)
- É, eu não queria dizer não, mas a culpa também é do meu amigo aquecimento.
Efeito:
- Quem é este maldito de aquecimento?!
Estufa:
- É aquele que vem alí sorrindo, ao lado do global, que vem chorando....
(o texto sofreu leves alterações redacionais)

Roubo psicológico

Este texto é em demasia grande, e neste caso - como sempre aconselho - copie-o e imprima. A não ser que tenha paciência para ler no pc. Boa leitura.

Hoje à noitinha, 7 de novembro de 08, posso tecnicamente dizer que fui roubado. Mas antes de irmos diretamente ao assunto, deixe-me ser um tanto que poético...
Já é noite, a brisa serena revela dolorosamente o cansaço que pesa sobre meu corpo. Na rua, sem saber que existe uma pequena fila indiana esperando a chegada dos chamados carros de lotação, me recosto em uma coluna de ferro que parece ser introduzida em meu peito, de tão gélida a sua essência. Eu, com o objetivo de ingressar em um desses peculiares veículos que a pouco por mim eram desconhecidos, vem então em minha direção uma alma; uma alma que muitos definiriam como penada. Através de seus trajes provenientes do além ao qual que meus olhos pareciam figurar, podia jurar que via uma mulher, um tanto rasteira; e de foice um jovem, melhor, uma criança na “flor-da-infância”. Com seus passos magros puxava uma ventania, ventania de cavaleiros armados e cavalos possuídos de terror e carnificina. Seus olhos, os dela, pesadamente pairaram sobre os meus, como se preparassem o terreno para um posterior ataque. Seu tanque-de-guerra lentamente abriu, revelando uma maciça espada avermelhada de sangue pronunciando dezenas de palavras, cada uma altamente embebida de aleives e falsidades. Suas mentiras custavam de serem levadas pelo forte vento noturno, eram razoavelmente pesadas para comprimir o meu leve corpo contra um mar de lembranças e emaranhados psicológicos. Pressionando-me a contribuir com o seu “venerável” pedido ― comedidas contribuições― vi a minha pessoa inserida em labirintos sem fim. Aqueles olhos! Ah, aqueles olhos... Eles me possuíam. Como tão simplório ser poderia possuir tão elevada astúcia de prender o seu alvo em seus próprios ideais, armadilhando tão complexas cordas indesatáveis!
Meti a pavorosa mão no bolso sem fim, encontrei ali moedas, e ainda possuído pelo espírito maligno, nem ao menos senti a necessidade de contar. Mas ao desvanecer-se o domínio possessivo, na transferência da força vital motora de todo o ganho, meus falhos reflexos puderam ver os anseios do filho do iníquo. Neste momento meus olhos estavam virados para a idealizadora do intento, mas isso não impediu que o meu segundo par de olhos notassem o escape dos sentimentos de “auto-culpa” por uma minúscula brecha, quase que imperceptível. Já era tarde. A pavorosa mulher agradeceu sarcasticamente levando com ela um leve sorriso que seria obscuro a olhos destreinados. E então tudo acabou fazendo sentido: A mulher ter surgimento do nada; o fato de eu ter sido a sua única escolha; além das desculpas esfarrapadas, que apenas serviram de aperitivos para o prato principal.
Leonardo, nascido na vila de Vinci, já bem dizia que os ‘olhos eram [e são] a janela da alma’. Sei que isso ao qual passei servirá como um acréscimo na minha lista de experiências, mas também sei que terei de eternamente conviver junto a idéia de que o tolo aprende com os seus próprios erros, mas o sábio com os erros dos outros.

Primeiramente, gostaria de me desculpar por cortar, com este parágrafo, todo o ar de poesia inserido nas minhas iniciais palavras. Mas o fato é que toda a poesia que aqui pus é excessivamente pouca para o que realmente aconteceu. Se vocês, prezados leitores, estivessem em meu lugar veriam, sentiriam, absorveriam toda a situação. Veria como foi usada grande astúcia da mulher que se se dirigiu a mim, ela tinha um olhar como nenhuma outra mulher. Mas limito-me até aqui, pois lembranças não quero que se revoltem, ou teria que suportar males nunca antes suportados.